Não existe nada pior no mundo do que estar sempre certa. Já pensei em largar a faculdade e trocar meu currículo por um belo cartaz de “joga-se búzios e tarô”, espalhados pelas ruas de São Paulo, mas eu não teria saco para lidar com as consequências.
Acontece que pessoas, além de chatas, são previsíveis. Erros são previsíveis, o caos é previsível. E, ah, cadê paciência? Se tudo isso é previsível, por que não evitar? Só que as pessoas gostam do caos, de complicar. E daqui dois meses desempenharão os mesmos erros.
Bom, eu não sei vocês, mas eu cansei de repetir meus erros e meu papel de louca-da-feira. Dá um baita trabalho, consome uma energia danada e eu não ando com paciência – nem discorro de tempo – para tudo isso. A vida é curta e os prazos do TCC também.
Então, adotei um novo comportamento: o de retardada. A partir de agora, finjo que nada sei – e divido minhas conclusões apenas com os bons, assim como o Chapolin. Larguei mão de covardia, de ajudar quem não quer ser ajudado, de gente fraca, covarde, acuada. Infeliz.
Felizmente, o mundo que dividimos está cheio de gente assim (e, confesso, dá um certo alívio pensar que boa parte da humanidade não sai da caixinha a qual foi destinada). Só que agora, em vez de bater de frente com as fraquezas dos outros decidi, primeiro, aprender a lidar com as minhas. E, de todos meus defeitos, fraqueza não é um deles.
A partir de agora eu rio de todos os rótulos que me colocam. E, dentro de mim, gargalho com tudo que vejo sem que ninguém mais possa ver.
Que me perdoem os outros, mas não nasci pra ser miss, seguir regras, Freud ou Nietzsche. Nasci pra ser feliz.



