Uma carta de amor

“Eu não te amo mais. Eu teria te amado pra sempre, mas não é culpa minha o desamor. Tentei, fugi, fui o mais fundo e mais longe que pude. Conheci o lado mais obscuro do amor. O lado mais obscuro de mim. Aprendi a lidar e engolir palavras duras, chulas, mal escolhidas. Guardei dentro de mim toda água que consumia meus olhos, sem nem ter onde esconder. Eu, que sempre fui escancarada, quis me esconder atrás da porta, chorando em posição fetal. Tenho medo de machucar quem socou meu peito sem o menor pesar. Peito meu, pequeno, entregue, aberto, escancarado. Ferido, ainda respirando.

Não me procure. Eu me amo mais.”

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