Rain on me

Chove lá fora, mas aqui está seco.
Uma mistura de sentimentos me invadem: medo, saudade, amor. Vontade de sair para olhar a chuva. Vontade de sair para tomar chuva.
O ano começou exatamente assim: desabando água. “Pra lavar o que tem que limpar”, disse. 2012 entrou seco, mas cheio de lágrimas. Como dói vê-la sofrendo. Como dói deixá-la me fazer sofrer.
Não sei ao certo como tudo começou. A água do céu escorria pelo meu rosto, quando se transformou em lágrimas. O álcool que invadiu meu corpo, agora escorria pelos olhos. Não sei explicar ao exato o porquê, mas por maiores que fossem nossos desentendimentos, não me faziam sentir. Talvez já tivesse sido tão machucada, que agora pouca coisa me doesse.
Sabe quando de se bebe tanto, que a sensibilidade do rosto some? Poderia levar um soco naquele momento. É assim que tenho vivido os dias que se passaram: anestesiada, adormecida. Não sei mais dizer qual é meu calcanhar de Aquiles, afinal, nada me dói.

Ao mesmo tempo, escuto o tic tac de uma bomba prestes a explodir.

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