O não-texto

Escolhas. Atitudes. Mudanças. Pensamentos. Amor. Dor.

Para onde nossas escolhas podem nos levar? Em que armário nossas atitudes ficam guardadas? Em qual lugar do peito fica o botão de resetar?

De longe, não sou a melhor pessoa do mundo. E nem procuro ser. Meu filho, carinhosa e sábiamente, me chama de onça.
Sou corrosiva, explosiva. Intensa. O que me importa, me importa muito. Pego bode das pessoas com a mesma facilidade em que me encanto. E assim foi com você. “Desce mais uma, garçon!”. Uma, duas, três, várias garrafas depois, era como se te conhecesse há séculos. Em um encontro abrimos a vida, anseios, passado e coração. Não foi difícil abrir as pernas, poucos dias depois. E é a história todos conhecem: nos apaixonamos, namoramos e, como tudo que tem um fim, acabou.
Para onde vai o amor quando ele acaba?, me perguntei certa vez. Amor não acaba. Muda. Transforma. Acabou, sim. O respeito, o carinho, o tesão. A vontade de ficar junto. As lágrimas.

Outra vez me disseram que, em um relacionamento, devem existir pelo menos 13 coisas mais importantes que o amor. Mais importante que fidelidade é o companheirismo, diz a terapeuta.

Acontece que me acostumei a ser sozinha. Prato para um, carro para quatro. Um útero enorme e o coração vazio.  Um útero vazio e um coração enorme.

Foram tantas as chibatadas que não me lembro do início do fim.

No fim, o alívio. É sempre assim…

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