Estradas

Não existem tradições na minha família. Cada um passa o Natal num canto, ano-novo também. Mas, quando era criança, todos fim de ano, nós íamos para Aparecida do Norte, em São Paulo. Não me lembro da missa, ou o que fazíamos lá. Mas me lembro das viagens: de carro, com meus avós na frente e meus pais atrás. Saíamos de madrugada, antes das cinco da manhã, antes de amanhecer.

Ainda era muito inocente, sem malícia alguma. Então, na estrada vazia, com o dia ainda escuro, meu avô acendia e apagava os faróis do carro, anunciando quando os olhos de gato, aqueles refletores de luz, iam acender ou apagar. Ficava intrigada com “mágica”, me questionando como aquilo podia acontecer.
Hoje lembrei de você, vô.
E de como algumas pessoas são exatamente como você me mostrou: precisam da luz dos outros para serem visíveis.

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