Destino

Mal caiu do ninho, passarinho resolveu desbravar a cidade. Procurava uma sombra fresca em meio à caótica cidade e encontrou uma varanda. Enquanto descansava, enxergou um lustre, do outro lado do vidro. Era a coisa mais linda que havia visto em sua existência. Brilhava, reluzia, refletia. Obcecou. Era só aquilo que habitava sua mente de ave.

A paixão foi tanta que cegou. Perdeu o chão, a razão. O amor impossível. Sol e lua, noite e dia. Se viam, mas não se tocavam. Teimou, quis mudar o destino. Voou com toda força que um passarinho há de ter.

Tão perto de seu objeto de cobiça, bateu a cabeça no vidro e morreu.

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