Dos dramas de ser mulher

Você passa dias, às vezes semanas procurando o corte de cabelo ideal. Marca horário, faz de um tudo para sair mais cedo do trabalho. Chega ao cabeleireiro, mostra os cortes que gosta, diz o que quer e ele… Nada. Pega a navalha, assume a tesoura e vai, sem falar nada. Age como se soubesse exatamente o que você quer e fosse o melhor para fazer esse trabalho.

Termina o serviço. Pergunta se você quer secar o cabelo. Pergunta óbvia, uma vez que você quer ver como ficou o corte. Quem seca é o aprendiz, ele só modela. Enquanto o aprendiz faz o serviço sujo, ele corta outro cabelo. Volta para você e, quando termina… Não é nada daquilo que você pediu. 

O chanel invertido quase não tem ponta. O repicado mal aparece, a navalha estava mal afiada e quebrou vários fios. A secagem – paga a parte, claro – não chegou nem até a franja do cabelo. 

Cabeleireiro deveria, além de ouvir, respeitar a cliente. Se tem uma sugestão, fala. Mas é a cliente quem dá o veredito final – e ele obedece. Afinal, quem vai exibir o trabalho dele nos próximos meses, é a cliente. 

No fim, lavagem, corte, secagem, silicone e modelador. Todos estão na conta. Só falta cobrar a água e o café oferecido aos clientes (o que eu não me importaria de pagar, se saísse satisfeita). 

 

O serviço é devidamente cobrado. Já a qualidade fica do lado de fora do salão.

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